Salve familia!
Pra encerrar o ano de 2009, o nosso parceiro "Escrita Hip Hop" realizou uma entrevista (em video) com o integrante da Família Pira Pura, Yut Pira Pura como é conhecido. Para quem não conhecer ta aí uma oportunidade de saber mais um pouco sobre esse rapper. Vale a pena!
Entrevista:
E pra quem quiser conferir um som:
"Yut Pira Pura,Coach One & Pete Bull Wargames Final"
Atenção: Alguns sons para download vocês encontrarão no blog do Escrita Hip Hop, para acessar CLIQUE AQUI
Aproveitando a oportunidade, que o ano de 2010 seja mais forte aí para o Rap Nacional. E podem aguardar que a familia Vanguarda vem mais forte ainda.
"ENQUANTO MUITOS ESTÃO PARANDO, NÓS ESTAMOS AVANÇANDO"
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dezembro 2009
23 de dez. de 2009
Feliz Natal
Salve familia.
Independente de quem admira ou não essa data, fica aqui os votos de que todos tenham um ótimo Natal, e principalmente, consciência para saber que sua cobrança também não vai fazer muito efeito se for feito apenas dia 25 de dezembro. Então, aproveitem o Natal, aproveitem a vida, lutem por uma melhoria do nosso povo...Mas não espere data para isso.
Dia 25 começa a luta entre 1 ano de descaso X 1 dia de hipocrisia. E você, aposta em quem?
Que todos tenham um Feliz Natal (Natal de 365 dias) e para finalizar um vídeo e um texto de um dos membros da Vanguarda (Jonathan Sousa) que foi feito em 2008, mas que vale a pena ser revisto.
Noite feliz
Dia perfeito, dia da alegria,
Dia cínico, dia da hipocrisia,
Data importante para os religiosos,
Importante também, para comerciantes e seus negócios,
Quem tem ódio, agora não demonstra rancor,
Com presentes tentam demonstrar amor,
Com palavras ditas ‘sinceras’,
Desde sua véspera,
Essa data reúne as famílias,
Por mais que sejam desunidas.
Dizem que a data comemora o aniversario de Jesus,
Mas o homenageado tem um trenó, que voa, na velocidade da luz,
Veste vermelho, tem cabelo grisalho e barba branca,
Mas não transformou água em vinho e nunca pisou na terra santa.
Distribui presentes, deixando as crianças contentes,
Engraçado, não chegou presente para um ou outro menino de rua carente,
Que passa fome e frio 364 dias do ano,
Pois no natal vem uma boa alma lhe alimentando, e agasalhando.
Que bom seria se todo dia fosse natal,
Se o tal “espírito natalino” estivesse em nós do começo ao final,
Se usássemos o sentimento desta data o ano todo seria interessante,
E aposto que deixaria bem mais feliz o aniversariante.
Bem, o natal está chegando vamos preparar nossos espíritos,
Deixar o racismo e orgulho de lado, tratar como humanos até os mendigos,
Pena que a meia noite do dia 25 tudo volta ao normal,
Bem, sem mais delongas, tenha um feliz natal.
A familia VDRN deseja a todos vocês um ótimo Natal. A hipocrisia? Deixa pra quem não fez nada o ano todo.
Paz!
Independente de quem admira ou não essa data, fica aqui os votos de que todos tenham um ótimo Natal, e principalmente, consciência para saber que sua cobrança também não vai fazer muito efeito se for feito apenas dia 25 de dezembro. Então, aproveitem o Natal, aproveitem a vida, lutem por uma melhoria do nosso povo...Mas não espere data para isso.
Dia 25 começa a luta entre 1 ano de descaso X 1 dia de hipocrisia. E você, aposta em quem?
Que todos tenham um Feliz Natal (Natal de 365 dias) e para finalizar um vídeo e um texto de um dos membros da Vanguarda (Jonathan Sousa) que foi feito em 2008, mas que vale a pena ser revisto.
Noite feliz
Dia perfeito, dia da alegria,
Dia cínico, dia da hipocrisia,
Data importante para os religiosos,
Importante também, para comerciantes e seus negócios,
Quem tem ódio, agora não demonstra rancor,
Com presentes tentam demonstrar amor,
Com palavras ditas ‘sinceras’,
Desde sua véspera,
Essa data reúne as famílias,
Por mais que sejam desunidas.
Dizem que a data comemora o aniversario de Jesus,
Mas o homenageado tem um trenó, que voa, na velocidade da luz,
Veste vermelho, tem cabelo grisalho e barba branca,
Mas não transformou água em vinho e nunca pisou na terra santa.
Distribui presentes, deixando as crianças contentes,
Engraçado, não chegou presente para um ou outro menino de rua carente,
Que passa fome e frio 364 dias do ano,
Pois no natal vem uma boa alma lhe alimentando, e agasalhando.
Que bom seria se todo dia fosse natal,
Se o tal “espírito natalino” estivesse em nós do começo ao final,
Se usássemos o sentimento desta data o ano todo seria interessante,
E aposto que deixaria bem mais feliz o aniversariante.
Bem, o natal está chegando vamos preparar nossos espíritos,
Deixar o racismo e orgulho de lado, tratar como humanos até os mendigos,
Pena que a meia noite do dia 25 tudo volta ao normal,
Bem, sem mais delongas, tenha um feliz natal.
A familia VDRN deseja a todos vocês um ótimo Natal. A hipocrisia? Deixa pra quem não fez nada o ano todo.
Paz!
20 de dez. de 2009
É amanhã...

...Dia 21/12 festa de lançamento da loja 5º Elemento Hip Hop & Skate.
Salve familia.
Nesta segunda feira (21/12) será o lançamento da mais nova loja de Hip Hop na cidade de Itapema-SC, para quem for da região (Ou proximidades) não deixem de ir nessa bela festa de inauguração.

Dia 21/12, ás 20h... Um show exclusivo de lançamento da Loja 5ºELEMENTO


18 de dez. de 2009
Entrevista Mano Brown - Rolling Stones - Download
Salve familia!
Uma revista que já teve Jack Johnson, Rita Lee, Amy Winehouse, Caetano Veloso, Kenye West, entre outros grandes nomes. Em sua 39º Edição, coloca nada mais nada menos do que Mano Brown, que sempre foi conhecido por não fazer entrevistas e nem usar a mídia.

"O Racionais parece ter uma cartilha a seguir e não fomos nós que a escrevemos. Foi a opinião pública. Somos reféns das palavras, mas não posso ser refém de nada, nem do rap. Vamos quebrar. Aquele Mano Brown virou sistema viciado, uma estátua óbvia demais. Pergunta tal coisa que ele vai responder tal coisa. Eu estava mapeado e rastreado."
A familia Vanguarda está disponibilizando para download. (Créditos: ESCRITA HIP HOP).
Para fazer o download, CLIQUE AQUI
Uma revista que já teve Jack Johnson, Rita Lee, Amy Winehouse, Caetano Veloso, Kenye West, entre outros grandes nomes. Em sua 39º Edição, coloca nada mais nada menos do que Mano Brown, que sempre foi conhecido por não fazer entrevistas e nem usar a mídia.

"O Racionais parece ter uma cartilha a seguir e não fomos nós que a escrevemos. Foi a opinião pública. Somos reféns das palavras, mas não posso ser refém de nada, nem do rap. Vamos quebrar. Aquele Mano Brown virou sistema viciado, uma estátua óbvia demais. Pergunta tal coisa que ele vai responder tal coisa. Eu estava mapeado e rastreado."
A familia Vanguarda está disponibilizando para download. (Créditos: ESCRITA HIP HOP).
Para fazer o download, CLIQUE AQUI
17 de dez. de 2009
Rapmineiro.com

Salve familia!
Hoje vamos fazer a divulgação de mais um excelente site de Rap Nacional, cujo o mesmo tem como foco o Rap do estado de Minas Gerais - MG. Um site que assim como nós visa a divulgação de grupos que tenha uma dificuldade maior para apresentar seus trabalhos, fazendo tudo com compromisso e responsabilidade. Então, além da divulgação desse novo parceiro, estaremos colocando para download o Cd criado pelo mesmo.
Para baixar o CD, clique AQUI
Atenção: Senha para descompactar o CD, rapmineiro.com
E não deixem de acessar, www.rapmineiro.com
15 de dez. de 2009
ATENÇÃO
Salve familia!
Gostaríamos de avisar a todos que o show programado para o dia 09/01 onde teríamos apresentação de grupos como Facção Central, Bang Jhonson, Primeiro Ato & Realidade Cruel foi CANCELADO.
O motivo foi o não concedimento do alvará para o acontecimento do show. Então fica aqui a informação pra todos que estavam dispostos a colar conosco nesse show.
SHOW DO DIA 09/01/2010 FOI CANCELADO!
Gostaríamos de avisar a todos que o show programado para o dia 09/01 onde teríamos apresentação de grupos como Facção Central, Bang Jhonson, Primeiro Ato & Realidade Cruel foi CANCELADO.
O motivo foi o não concedimento do alvará para o acontecimento do show. Então fica aqui a informação pra todos que estavam dispostos a colar conosco nesse show.
SHOW DO DIA 09/01/2010 FOI CANCELADO!
14 de dez. de 2009
Show "Os Melhores do Rap"
Salve família,
Hoje postaremos um "video-convite" para o show do dia 09/01/2010, que será em Guarulhos-SP, e estarão presentes no palco:
Realidade Cruel
Bang Jhonson
Facção Central
Primeiro Ato
Show que já promete ser um dos melhores do ano, e a família Vanguarda estará lá, fazendo a cobertura do evento.
Obs: Neste vídeo também temos um salve do Douglas (RC) para todos da comunidade Vanguarda do Rap Nacional. Confiram:
Hoje postaremos um "video-convite" para o show do dia 09/01/2010, que será em Guarulhos-SP, e estarão presentes no palco:
Realidade Cruel
Bang Jhonson
Facção Central
Primeiro Ato
Show que já promete ser um dos melhores do ano, e a família Vanguarda estará lá, fazendo a cobertura do evento.
Obs: Neste vídeo também temos um salve do Douglas (RC) para todos da comunidade Vanguarda do Rap Nacional. Confiram:
12 de dez. de 2009
Indicação - Luzia-Homem, de Domingos Olímpio

Publicado em 1903 e considerado um clássico do gênero Ciclo das Secas, da Literatura Nordestina, Luzia-Homem é um exemplo do Naturalismo regionalista. Marcado pela fala característica dos personagens, Luzia-Homem mantém duas características clássicas do Naturalismo por toda obra: o cientificismo na linguagem do narrador e o determinismo (teoria de que o homem é definido pelo meio). A obra também se vincula ao realismo sertanejo, - que alguns chamam de regionalismo - apresentando com tintas carregadas o flagelo da seca em sua região, ao mesmo tempo que enfoca a força física e moral da sertaneja Luzia, criatura intermediária entre dois sexos, o corpo quase másculo numa alma feminina.
A obra tematiza a violência e o sadismo que florescem como literatura naturalista. Há nuances de Romantismo na morosidade da descrição das paisagens, onde a natureza, às vezes, é madrasta principalmente por causa da seca. Explora a duplicidade da personagem principal, ela é bonita, gentil e retirante da seca, mas também tem força descomunal. No romance, Luzia integra um grupo de retirantes, e sua figura forte e personalidade marcante logo atrai a atenção dos homens que disputam o amor da heroína.
É livro ótimo já que o Naturalismo como estilo se dispoe a mostrar as coisas como elas realmente são. E dar enfoque aos aspectos positivos, que no final é o que mais pesa. Livro clássico, que faz ou fazia parte da Cesta Básica de Leitura de escolas estaduais. Fácil de encontrar em bibliotecas públicas e na internet.E quem quiser comprar pode ir a 'sebos' ou sites de troca.
Está inclusive no Portal Dominio Público.
Neste site você pode baixar diversos livros grátis que já estão no assim chamado domínio público: ou assim foram disponibilizados por seus autores ou cujos autores já morreram há mais de 70 anos.
9 de dez. de 2009
Pra finalizar...
...E pra começar!
Salve familia!
Hoje vamos divulgar dois shows na qual a Familia VdRN estará presente, um agora dia 19, do lançamento do cd do "Mathilha - Eis o som".
Local: Terreirão - Monte Santo de Minas - MG
Apartir das 20:30
Entrada franca.

E o segundo, para começar o ano com o "pé direito", um show que ja poderemos intitular como um dos melhores do seguinte ano. Um show que conterá nada mais, nada menos com a participação do Facção Central, Realidade Cruel, Primeiro Ato, BBBang Jhonson...Dia 09 de janeiro.

Local: Antiga Philips
Rua João Cavalari, 133 (Guarulhos - SP)
A Vanguarda juntamente com o Escrita Hip Hop trará a "cobertura" desses dois shows. E logo menos, estaremos disponibilizando tudo sobre o lançamento do Cd do Primeiro Ato.
Paz!
Salve familia!
Hoje vamos divulgar dois shows na qual a Familia VdRN estará presente, um agora dia 19, do lançamento do cd do "Mathilha - Eis o som".
Local: Terreirão - Monte Santo de Minas - MG
Apartir das 20:30
Entrada franca.

E o segundo, para começar o ano com o "pé direito", um show que ja poderemos intitular como um dos melhores do seguinte ano. Um show que conterá nada mais, nada menos com a participação do Facção Central, Realidade Cruel, Primeiro Ato, BBBang Jhonson...Dia 09 de janeiro.

Local: Antiga Philips
Rua João Cavalari, 133 (Guarulhos - SP)
A Vanguarda juntamente com o Escrita Hip Hop trará a "cobertura" desses dois shows. E logo menos, estaremos disponibilizando tudo sobre o lançamento do Cd do Primeiro Ato.
Paz!
5 de dez. de 2009
Entrevista - Luciana Burlamaqui - Diretora de "Entre a Luz e a Sombra"
No mês de setembro tivemos o lançamento (em SP) do documentário "Entre a Luz e a Sombra". Documentário que acompanhou durante 7 anos a vida de uma atriz, um juiz, e também a trajetória do grupo 509-E.
"O documentário investiga a violência e a natureza humana a partir da história de uma atriz que dedica sua vida para humanizar o sistema carcerário, da dupla de rap 509-E formada por Dexter e Afro-X dentro do Carandiru e de um juiz que acredita em um meio de ressocialização mais digno para os encarcerados"
Documentário que gerou uma certa polêmica após uma declaração do do rapper Dexter ser divulgada, onde ele diz não apoia-lo devido a não ter assistido a obra finalizada, e ter tido apenas acesso a sinopse.
E diante disso, o Escrita Hip Hop junto a Vanguarda do Rap Nacional entramos em contato com os responsáveis pelo documentário e conseguimos uma entrevista inédita com a diretora Luciana Burlamaqui, acompanhem:
EHH-VdRN - Diga como foi fazer seu primeiro longa-metragem abordando um assunto tão abafado pela sociedade e pelos governantes?
Luciana : Foram nove anos mergulhada em um tema que sempre me incomodou. Esta rejeição generalizada aos condenados da justiça que cumprem pena no sistema prisional brasileiro: a maioria deles são pobres e negros. Fazer este filme foi um jeito de chegar mais perto da nossa sombra coletiva. Acredito que olhar para aquilo que nos incomoda é um jeito de começar a mudança.
EHH-VdRN - Lendo uma entrevista na revista “Caros Amigos”, o rapper, escritor e empresário Ferréz, fez o seguinte comentário: “O crime se fortalece aonde o estado não está presente...” Podemos considerar que o sistema carcerário está virando um escritório do crime organizado devido a ausência e falta de interesse do estado?
Luciana: Sim. O estado brasileiro precisa corrigir, sem punir com base na vingança. As prisões brasileiras são retratos de tortura. Quem irá lutar por essas pessoas? Dignidade e respeito a elas diminuiria a violência dentro e fora das cadeias. Essa ausência do estado só fortelece o crime organizado.
EHH-VdRN - A desativação do Carandiru em 2002, e a transferência dos detentos para o interior, na sua opinião, teve alguma melhora, ou apenas escondeu mais ainda o problema?
Luciana: Escondeu o problema. O Carandiru era um instrumento de força para que os presos se fizessem vistos. A implosão foi simbólica. O problema foi transferido, mas não houve melhoras: superlotação, ambientes insalubres, tudo continua igual. E o pior é que nós jornalistas não temos mais acesso ao interior dos presídios por decisão da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, desde maio de 2006. Uma decisão tomada depois dos ataques a ônibus e bancos em São Paulo, supostamente pelo crime organizado paulista. Não sabemos o que está acontecendo lá dentro. Assisti a um vídeo da CPI do Sistema Carcerário revoltante. A CPI testemunhou presos comendo refeições dentro de sacos plásticos, ratos em celas, muitos detentos com Aids e tuberculose sem assistência medida e outros até dormindo na pocilga junto com porcos. Inadmissível.
EHH-VdRN - Lendo um texto de Luiz Guedes sobre o sistema carcerário (No site factum.com.br), ele comenta: “O Estado não deveria arcar com o ônus de custear o sistema carcerário e deveria transferir essas atividade para a iniciativa privada...” Segundo o próprio Luiz Guedes, isso geraria uma mão-de-obra mais barata, e riquezas a longo prazo. Você concorda com essa opinião?
Luciana: Teria que pesquisar mais sobre o tema para responder, mas a meu ver, o sistema carcerário deve ser gerido por pessoas que têm na sua vida a prática dos valores humanos, mais nobres, talvez a Pastoral Carcerária, por exemplo, não sei, o que não pode continuar é tratamento violento e humilhante contra os prisioneiros.
EHH-VdRN - Falamos muito de situações desumanas dentro do nosso sistema carcerário, porém, um preso que cumpre sua pena, raramente consegue uma vida profissional fora da detenção, o que muitas vezes ocasiona presos reincidentes. Você concorda que existe esse preconceito? Se sim, como mudar isso na sua opinião?
Luciana: Sim, existe e até é compreensível, quem empregaria um preso? Há medo. Porém pude acompanhar uma experiência bem interessante com o egresso num presídio em Lajeado no Rio Grande do Sul, onde o índice de reincidência caiu de cerca de 70% para 2%. Um advogado conseguiu trazer a comunidade para dentro do presídio de todas as formas, com aulas de alfabetização, de violão, reuniões de alcoólatras anônimos, agronomia e plantação de hortas, além de oficinas de trabalho para o que os presos tinham aptidão. Foram feitas também muitas parcerias com empresários para que os condenados saíssem de lá já empregados. Um deles que havia cometido dois assassinatos, por exemplo, montou sua própria fábrica de brinquedos - quando ganhou o semi-aberto- uma atividade que começou dentro do presídio. Ele recebia a madeira de uma empresa para montar suas peças e não reincidiu mais. Vive do seu trabalho. Outro saiu empregado numa companhia de eletricidade. E assim o índice de reincidência foi caindo neste presídio.
EHH-VdRN - Pelo que podemos ver Entre a Luz e a Sombra proporciona sempre um debate após a exibição. Qual a importância deste debate ?
Luciana: Maravilhoso. Todos da equipe nos sentimos recompensados por anos de trabalho quando percebemos que as pessoas se sentem tocadas pelo filme e com vontade de mudar o Brasil. Pode parecer um pouco utópico dizer isso, mas o retorno que tivemos até agora é esse: vontade de arregaçar as mangas e provocar mudanças construtivas em nosso país.
EHH-VdRN - Como surgiu a idéia de fazer um documentário sobre essa questão? Envolvendo de certa forma o Hip Hop e a questão da criminalidade?
Luciana: Foi tudo muito espontâneo. Um país desigual, uma repórter inquieta e uma junção de histórias muito fortes que aconteciam na minha frente e me faziam entender aos poucos a nossa desigualdade social e até onde chegamos com a violência que existe dentro de cada um de nós.
EHH-VdRN - Quais as maiores dificuldades para a criação desse filme? E para você, onde se consagra o encanto e desencanto humano?
Luciana: Tudo foi difícil, desde a parte financeira, até a construção do roteiro, eliminar momentos maravilhosos, ter cuidado em como contar a história equilibrando a realidade com a ética, nada foi fácil. Até hoje vivemos isso com o lançamento de um filme sem quase qualquer recurso financeiro. O encanto e o desencanto existe quando compreendemos que fazemos parte de uma sociedade por destino uníssona, mas que só será mais justa quando trabalharmos juntos em cooperação.
EHH-VdRN - As cidades que passarão o filme a principio é São Paulo, Santos e Belo Horizonte no dia 27/11 e no dia 04/12 no Rio de Janeiro, existe alguma previsão da exibição em outros estados?
Luciana: Queremos passar em Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Brasília entre outras capitais, mas tudo vai depender de como o filme caminhar nessas primeiras exibições.
EHH-VdRN - Como foi o processo de finalização do documentário, de unir todos estes anos de filmagem? Dexter e Afro-X participaram desse processo de finalização?
Luciana: O processo de finalização foi feito com meu editor Matias Lancetti, o produtor associado Daniel Rubio e muitos consultores. Os personagens são personagens, não produtores, por isso é praxe a não participação editorial, senão perde a idoneidade autoral. É um filme sobre eles a partir do meu olhar. Todo esse processo de edição durou dois anos e meio. O filme foi milimetricamente estudado sob todos os pontos de vista: técnico, conteúdo, editorial e ético.
EHH-VdRN - O 509-E fez um sucesso estrondoso no Rap Nacional, como foi para eles assistirem um documentário onde eles participam ativamente?
Luciana: O Afro está acompanhando todas as pré-estréias possíveis e agregando muito valor ao filme, já que é uma prova viva da possibilidade da reinserção social. Já cumpriu sua pena e não só abandonou a vida do crime, como escreveu um excelente livro: “EX-157”, onde conta sua trajetória no Carandiru. Hoje ele faz também trabalhos sociais e culturais com jovens da periferia. O Dexter, infelizmente, até o momento, não conseguiu assistir ao filme. Ainda está preso no interior de São Paulo. Há cerca de dois anos encaminho pedidos a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo para levar o filme para ele na cadeia, mas até agora todos foram negados sob a alegação de que ele está em regime-fechado e por isso não haverá exceção por parte da SAP. Recentemente, conseguimos encaminhar um pedido direto a vara de execuções criminais da região onde está. Espero que a autorização seja concedida. Todos nós da equipe de produção do filme torcemos para que o Dexter possa compartilhar conosco o mais rápido possível do momento de lançamento e divulgação deste trabalho e da mensagem de caminhos de paz e não-violência para o Brasil que o doc traz a partir da história de todas essas pessoas: Dexter, Afro, Sophia e o juiz Dr. Octávio de Barros Filho.
EHH-VdRN - Espaço totalmente aberto. Fique a vontade!
Luciana: Obrigada pelo espaço. Ao longo de todos esses anos percebi que a violência só gera mais violência e que ela não está simplesmente no outro, mas dentro de cada um de nós, e todos os dias somos testados sobre isso. O que cabe a nós, me parece ser, a escolha por qual caminho seguir.
Para mais informaçõe sosbre o documentário "Entre a Luz e a Sombra", clique AQUI
Quer ler a manifestação do rapper Dexter, clique AQUI
Aí está, a Vanguarda e o Escrita Hip Hop tentando trazer os lados da moeda.
"O documentário investiga a violência e a natureza humana a partir da história de uma atriz que dedica sua vida para humanizar o sistema carcerário, da dupla de rap 509-E formada por Dexter e Afro-X dentro do Carandiru e de um juiz que acredita em um meio de ressocialização mais digno para os encarcerados"
Documentário que gerou uma certa polêmica após uma declaração do do rapper Dexter ser divulgada, onde ele diz não apoia-lo devido a não ter assistido a obra finalizada, e ter tido apenas acesso a sinopse.
E diante disso, o Escrita Hip Hop junto a Vanguarda do Rap Nacional entramos em contato com os responsáveis pelo documentário e conseguimos uma entrevista inédita com a diretora Luciana Burlamaqui, acompanhem:
EHH-VdRN - Diga como foi fazer seu primeiro longa-metragem abordando um assunto tão abafado pela sociedade e pelos governantes?
Luciana : Foram nove anos mergulhada em um tema que sempre me incomodou. Esta rejeição generalizada aos condenados da justiça que cumprem pena no sistema prisional brasileiro: a maioria deles são pobres e negros. Fazer este filme foi um jeito de chegar mais perto da nossa sombra coletiva. Acredito que olhar para aquilo que nos incomoda é um jeito de começar a mudança.
EHH-VdRN - Lendo uma entrevista na revista “Caros Amigos”, o rapper, escritor e empresário Ferréz, fez o seguinte comentário: “O crime se fortalece aonde o estado não está presente...” Podemos considerar que o sistema carcerário está virando um escritório do crime organizado devido a ausência e falta de interesse do estado?
Luciana: Sim. O estado brasileiro precisa corrigir, sem punir com base na vingança. As prisões brasileiras são retratos de tortura. Quem irá lutar por essas pessoas? Dignidade e respeito a elas diminuiria a violência dentro e fora das cadeias. Essa ausência do estado só fortelece o crime organizado.
EHH-VdRN - A desativação do Carandiru em 2002, e a transferência dos detentos para o interior, na sua opinião, teve alguma melhora, ou apenas escondeu mais ainda o problema?
Luciana: Escondeu o problema. O Carandiru era um instrumento de força para que os presos se fizessem vistos. A implosão foi simbólica. O problema foi transferido, mas não houve melhoras: superlotação, ambientes insalubres, tudo continua igual. E o pior é que nós jornalistas não temos mais acesso ao interior dos presídios por decisão da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, desde maio de 2006. Uma decisão tomada depois dos ataques a ônibus e bancos em São Paulo, supostamente pelo crime organizado paulista. Não sabemos o que está acontecendo lá dentro. Assisti a um vídeo da CPI do Sistema Carcerário revoltante. A CPI testemunhou presos comendo refeições dentro de sacos plásticos, ratos em celas, muitos detentos com Aids e tuberculose sem assistência medida e outros até dormindo na pocilga junto com porcos. Inadmissível.
EHH-VdRN - Lendo um texto de Luiz Guedes sobre o sistema carcerário (No site factum.com.br), ele comenta: “O Estado não deveria arcar com o ônus de custear o sistema carcerário e deveria transferir essas atividade para a iniciativa privada...” Segundo o próprio Luiz Guedes, isso geraria uma mão-de-obra mais barata, e riquezas a longo prazo. Você concorda com essa opinião?
Luciana: Teria que pesquisar mais sobre o tema para responder, mas a meu ver, o sistema carcerário deve ser gerido por pessoas que têm na sua vida a prática dos valores humanos, mais nobres, talvez a Pastoral Carcerária, por exemplo, não sei, o que não pode continuar é tratamento violento e humilhante contra os prisioneiros.
EHH-VdRN - Falamos muito de situações desumanas dentro do nosso sistema carcerário, porém, um preso que cumpre sua pena, raramente consegue uma vida profissional fora da detenção, o que muitas vezes ocasiona presos reincidentes. Você concorda que existe esse preconceito? Se sim, como mudar isso na sua opinião?
Luciana: Sim, existe e até é compreensível, quem empregaria um preso? Há medo. Porém pude acompanhar uma experiência bem interessante com o egresso num presídio em Lajeado no Rio Grande do Sul, onde o índice de reincidência caiu de cerca de 70% para 2%. Um advogado conseguiu trazer a comunidade para dentro do presídio de todas as formas, com aulas de alfabetização, de violão, reuniões de alcoólatras anônimos, agronomia e plantação de hortas, além de oficinas de trabalho para o que os presos tinham aptidão. Foram feitas também muitas parcerias com empresários para que os condenados saíssem de lá já empregados. Um deles que havia cometido dois assassinatos, por exemplo, montou sua própria fábrica de brinquedos - quando ganhou o semi-aberto- uma atividade que começou dentro do presídio. Ele recebia a madeira de uma empresa para montar suas peças e não reincidiu mais. Vive do seu trabalho. Outro saiu empregado numa companhia de eletricidade. E assim o índice de reincidência foi caindo neste presídio.
EHH-VdRN - Pelo que podemos ver Entre a Luz e a Sombra proporciona sempre um debate após a exibição. Qual a importância deste debate ?
Luciana: Maravilhoso. Todos da equipe nos sentimos recompensados por anos de trabalho quando percebemos que as pessoas se sentem tocadas pelo filme e com vontade de mudar o Brasil. Pode parecer um pouco utópico dizer isso, mas o retorno que tivemos até agora é esse: vontade de arregaçar as mangas e provocar mudanças construtivas em nosso país.
EHH-VdRN - Como surgiu a idéia de fazer um documentário sobre essa questão? Envolvendo de certa forma o Hip Hop e a questão da criminalidade?
Luciana: Foi tudo muito espontâneo. Um país desigual, uma repórter inquieta e uma junção de histórias muito fortes que aconteciam na minha frente e me faziam entender aos poucos a nossa desigualdade social e até onde chegamos com a violência que existe dentro de cada um de nós.
EHH-VdRN - Quais as maiores dificuldades para a criação desse filme? E para você, onde se consagra o encanto e desencanto humano?
Luciana: Tudo foi difícil, desde a parte financeira, até a construção do roteiro, eliminar momentos maravilhosos, ter cuidado em como contar a história equilibrando a realidade com a ética, nada foi fácil. Até hoje vivemos isso com o lançamento de um filme sem quase qualquer recurso financeiro. O encanto e o desencanto existe quando compreendemos que fazemos parte de uma sociedade por destino uníssona, mas que só será mais justa quando trabalharmos juntos em cooperação.
EHH-VdRN - As cidades que passarão o filme a principio é São Paulo, Santos e Belo Horizonte no dia 27/11 e no dia 04/12 no Rio de Janeiro, existe alguma previsão da exibição em outros estados?
Luciana: Queremos passar em Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Brasília entre outras capitais, mas tudo vai depender de como o filme caminhar nessas primeiras exibições.
EHH-VdRN - Como foi o processo de finalização do documentário, de unir todos estes anos de filmagem? Dexter e Afro-X participaram desse processo de finalização?
Luciana: O processo de finalização foi feito com meu editor Matias Lancetti, o produtor associado Daniel Rubio e muitos consultores. Os personagens são personagens, não produtores, por isso é praxe a não participação editorial, senão perde a idoneidade autoral. É um filme sobre eles a partir do meu olhar. Todo esse processo de edição durou dois anos e meio. O filme foi milimetricamente estudado sob todos os pontos de vista: técnico, conteúdo, editorial e ético.
EHH-VdRN - O 509-E fez um sucesso estrondoso no Rap Nacional, como foi para eles assistirem um documentário onde eles participam ativamente?
Luciana: O Afro está acompanhando todas as pré-estréias possíveis e agregando muito valor ao filme, já que é uma prova viva da possibilidade da reinserção social. Já cumpriu sua pena e não só abandonou a vida do crime, como escreveu um excelente livro: “EX-157”, onde conta sua trajetória no Carandiru. Hoje ele faz também trabalhos sociais e culturais com jovens da periferia. O Dexter, infelizmente, até o momento, não conseguiu assistir ao filme. Ainda está preso no interior de São Paulo. Há cerca de dois anos encaminho pedidos a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo para levar o filme para ele na cadeia, mas até agora todos foram negados sob a alegação de que ele está em regime-fechado e por isso não haverá exceção por parte da SAP. Recentemente, conseguimos encaminhar um pedido direto a vara de execuções criminais da região onde está. Espero que a autorização seja concedida. Todos nós da equipe de produção do filme torcemos para que o Dexter possa compartilhar conosco o mais rápido possível do momento de lançamento e divulgação deste trabalho e da mensagem de caminhos de paz e não-violência para o Brasil que o doc traz a partir da história de todas essas pessoas: Dexter, Afro, Sophia e o juiz Dr. Octávio de Barros Filho.
EHH-VdRN - Espaço totalmente aberto. Fique a vontade!
Luciana: Obrigada pelo espaço. Ao longo de todos esses anos percebi que a violência só gera mais violência e que ela não está simplesmente no outro, mas dentro de cada um de nós, e todos os dias somos testados sobre isso. O que cabe a nós, me parece ser, a escolha por qual caminho seguir.
Para mais informaçõe sosbre o documentário "Entre a Luz e a Sombra", clique AQUI
Quer ler a manifestação do rapper Dexter, clique AQUI
Aí está, a Vanguarda e o Escrita Hip Hop tentando trazer os lados da moeda.
1 de dez. de 2009
Klamador - Eu sigo, persisto, insisto, prossigo!
Essa semana está um pouco correria, por isso a demora para essa nova postagem. Mas diante mão, aguardem que em breve estaremos com novidades, e, dia 05/12 o show de lançamento do Primeiro Ato, onde a Vanguarda juntamente com o Escrita Hip Hop marcará presença e convida todos os nossos seguidores a participar desse excelente show (Participações do Inquérito, Facção Central, Sandrão, A 286 e muito mais...)
Mas na postagem de hoje, vou divulgar a demo do nosso parceiro "Klamador" da Familia Manicômio.
Sobre a Familia Manicômio:
"Em 2006 formava-se nas ruas de São Paulo a Fu$ão Le$te $ul. MP e Klamador. A dupla vinha com um propósito de ser um grupo musical na linha do rap nacional. Após várias pesquisas nas ruas e internet, concluíram que a pegada da fusão entre as duas quebradas já existia em nome de grupo e música. Após algumas conversas entre os dois integrantes decidiram alterar o nome para Família Manicômio.
Uma banca de loucos conscientes onde cada integrante tem o seu propósito, seja, na música, seja na troca de idéias ou seja nos roles coletivos ou individuais"
A demo intitulada de “Eu Sigo, Persisto, Insisto, Prossigo”, contém tem cinco faixas, conta com participações especiais de D.O.P e MP ambos integrantes da Família Manicômio e de Don Fyah, produtor, cantor de reggae e dancehall e responsável pela produção dessa obra de arte no Fyah Beatz Home Studio.
Vale a pena baixar, por que fazem com respeito ao Rap e com muita dedicação, e por isso tem o nosso respeito.

Para baixar a demo, CLIQUE AQUI
"É CAMPEÃO, da miséria, desemprego e inflação..."
E em breve, sairá um som da Familia Manicômio em projeto com uns rappers chilenos, e uma entrevista exclusiva. Aguardem...
Mas na postagem de hoje, vou divulgar a demo do nosso parceiro "Klamador" da Familia Manicômio.
Sobre a Familia Manicômio:
"Em 2006 formava-se nas ruas de São Paulo a Fu$ão Le$te $ul. MP e Klamador. A dupla vinha com um propósito de ser um grupo musical na linha do rap nacional. Após várias pesquisas nas ruas e internet, concluíram que a pegada da fusão entre as duas quebradas já existia em nome de grupo e música. Após algumas conversas entre os dois integrantes decidiram alterar o nome para Família Manicômio.
Uma banca de loucos conscientes onde cada integrante tem o seu propósito, seja, na música, seja na troca de idéias ou seja nos roles coletivos ou individuais"
A demo intitulada de “Eu Sigo, Persisto, Insisto, Prossigo”, contém tem cinco faixas, conta com participações especiais de D.O.P e MP ambos integrantes da Família Manicômio e de Don Fyah, produtor, cantor de reggae e dancehall e responsável pela produção dessa obra de arte no Fyah Beatz Home Studio.
Vale a pena baixar, por que fazem com respeito ao Rap e com muita dedicação, e por isso tem o nosso respeito.
Para baixar a demo, CLIQUE AQUI
"É CAMPEÃO, da miséria, desemprego e inflação..."
E em breve, sairá um som da Familia Manicômio em projeto com uns rappers chilenos, e uma entrevista exclusiva. Aguardem...
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