1 de abr de 2014

Rapper Algoz lança o último single antes do lançamento do Ep "Carta de Alforria".

O rapper curitibano, Algoz, acaba de lançar seu último single antes do lançamento do EP Carta de Alforria ( Versão Contemporânea ). Intitulada de República Periferia, o rapper diz que, essa música não é o "Algoz" falando, é a periferia se auto definindo, conquistando a emancipação do Estado maior.



Letra/voz: Algoz
Beat: Algoz
Gravação/mix e master: Algoz
Selo: Snarekick




Letra

Eu sou o solo que carrega mil histórias, sou a terra, sou o povo, sou a busca pela glória Nação tupiniquim, mil cores e jasmins, brotando descendência do lixo ao seu jardim Sou a prova que do gueto há vitória, sobrevivo da esperança que achavam estar morta O abrigo, residencia, sobressaio entre as margens, a carne, o sangue, o caos a sociedade A clemência de uma mãe que quer socorro, a criança que aprende pela surra, tapa e soco Ação da omissão e o governante. O moleque esquecido sobressai no seu falante O punho e o martelo, a lei sem ter juiz, o grito de agonia de quem tenta ser feliz Eu sou fumaça, a vontade vencer, real periferia que você finge não ver

Refrão: Eu sou a foice, mas também vim ser martelo,a malandragem pelo caos e seu flagelo A disputa da escola contra o crime, o moleque que é barrado entre sonho e a vitrine Sou pós-abolição, senzala em novos dias, batizado de Brasil, República Periferia

Sou multidão, país da fome, terra preta, o excluído. Atestado o esquecimento da nação que mata seus filhos A revolta, eu determino meu espaço, olhe em volta a junção dos rejeitados Voo baixo na prudência das quebradas, onde Rap é a voz e o verbo nossa arma O direito desprezado, dever imposto a força, sem senso de futuro engatilham e atolam a toca Entre bocas que não vivem é só desculpa, vejo o olhar segregador atras da sua farda suja Sou milhar, canela seca com a enxada. Dos maderites ao concreto, salve, salve sou quebrada Página dos pretos em busca a voz, a agonia do passado hoje vira seu algoz Sou aste sem bandeira, sou fervor. Onde boy treme na base, sou perifa, sou amor

Refrão Sou depósito de mãos que alimentam o sistema, o proletário atras do emblema da empresa Sou Quilombo em frente as losas, quem pisa nos racistas. Palmares e Zumbi, tipo um lobo e sua matilha Sou a base, sou o peso, a maioria, representado pelas ruas sem partido oportunista A emancipação em território hostil, o barraco de três peças que sua lei não extinguiu Do nordeste ao cerrado, sou o campo e agricultura, a escola abandonada por algum filho da puta A terra onde teus filhos ganham força, o território que mais brota os vida loca Fabrico alegria onde os fardas cantam sangue, a revanche do criolo e seu diploma na estante Sou aste sem bandeira, sou fervor. Onde boy treme na base, sou perifa, sou amor