2 de jun de 2012

Max Payne 3 sintetiza violência entre São Paulo e Rio


Imagine uma São Paulo em que pedestres andam com a camisa do Fluminense, favelas lembram morros cariocas, milícias apavoram comunidades e policiais de elite encarnam o Capitão Nascimento, do filme "Tropa de Elite". Essa "Sampario" é o cenário de um game que tem dado o que falar nas redes sociais.
Max Payne 3 mostra a continuação da saga do ex-detetive de mesmo nome do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD). Enquanto as primeiras versões da série se passam nos Estados Unidos, na terceira Max aceita ser segurança de Rodrigo Branco, magnata do setor imobiliário local, e se mete em tiroteios e perseguições após a mulher de Branco ser sequestrada.
"Achei muito louco abraçarem o desafio de retratar uma cidade tão complexa. Mas não é um retrato tão fiel. É como se fosse uma mescla fictícia de São Paulo e Rio", diz o rapper Emicida, que compôs a canção 9 Círculos para o game.
Em seu site, a produtora Rockstar diz que, "em uma série de viagens a São Paulo, desenvolvedores e o time de pesquisa estudaram altos e baixos da vida na cidade para dar subsídios a personagens, enredo e situações com os quais Max se depararia, com muita autenticidade".
Apesar de ter visitado a periferia e favelas da capital, como a "Japiaçu/Favela do Nove", perto da Avenida Doutor Gastão Vidigal na zona oeste, a estética da fictícia Favela Nova Esperança tem toques de morros do Rio - há até uma favela chamada Vila do beija-flor.
"É difícil traduzir a realidade perfeitamente. A periferia de São Paulo não foi tão exposta como a do Rio. Lá fora, eles ainda estão muito impressionados com o filme 'Cidade de Deus'", avalia o publicitário Ricardo Dias, de 22 anos, carioca que mudou para São Paulo em 2011 e tem um site de games. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


Clique para ouvir: