27 de mar de 2012

VDRN Apoia: Ato Contra o Racismo em Embu das Artes

Salve família.

Hoje iremos tratar de um assunto um tanto quanto delicado, porém, bastante corriqueiro na sociedade. Trata-se do Racismo. Entretanto, antes de adentrarmos a um manifesto que ocorrerá em Embu das artes – SP gostaríamos superficialmente de falar mais uma vez sobre a produção da Vanguarda. Muitos ainda cobram projetos novos, incluindo mixtapes, e sinceramente somos gratos a essa cobrança, o que acontece é que Infelizmente alguns dos nossos membros ativos estão em projetos novos e isso acaba tomando tempo e afastando um pouco de toda aquela eficiência. Mas vamos trabalhar para continuarmos ainda mais fortes, porque voltar mesmo, a gente não volta, porque nunca ficamos parados!

Agora vamos ao que realmente nos traz aqui, a prática do crime de preconceito, especificamente o Racismo. A Vanguarda apoia toda e qualquer manifestação que vise à luta pelos nossos direitos, e estaremos à disposição para o que for preciso. Façamos a diferença!



Ato Contra o Racismo em Embu das Artes


1º de abril – domingo - 11h 
Em frente ao Museu de Arte Sacra – Centro



Na madrugada do último dia 17 de março, Ivan Romano, 43 anos, foi brutalmente espancado por 2 indivíduos no Centro de Embu das Artes, por puro RACISMO. Isso é inaceitável!


Embu das Artes está entre as 100 cidades com a maior população negra em números absolutos, além de carregar o simbolismo da cultura negra reconhecido nacionalmente e internacionalmente, principalmente pela presença de Solano Trindade que escolheu nossa cidade para morar por muitos anos.

O caso de Ivan infelizmente não é o único e desde o final do ano passado tivemos casos emblemáticos com repercussão na grande mídia. No início de dezembro de 2011, todos souberam do caso de Ester Elisa da Silva Cesário, negra, de 19 anos, que trabalhava como estagiária no Colégio Internacional Anhembi Morumb,i até que sua chefe exigiu que ela alisasse o cabelo para permanecer no emprego. Pouco depois, um menino etíope, de seis anos, foi jogado para fora do restaurante Nonno Paolo ao ser “confundido” com uma criança de rua.
Já no início deste ano, soubemos da lamentável história do jovem negro Michel Silveira, que foi preso de forma irregular, ficando dois meses encarcerado, acusado injustamente por um assalto, apesar de várias testemunhas comprovarem que, na hora do roubo, ele estava em seu local de trabalho.
No mesmo período, as imagens de outro jovem negro, Nicolas Barretos, sendo agredido por um policial militar racista, dentro da USP, ganharam as redes sociais expondo algo que já se sabe: a USP quer se manter como um espaço da elite (ou seja, branco). E para tal, está, inclusive, ameaçando de fechamento a principal entidade de combate ao racismo no seu interior: o Núcleo de Consciência Negra. 
Esses são alguns exemplos que tiveram repercussão, mas sabemos que o Racismo permeia o cotidiano de nossa sociedade. 124 anos após a abolição da escravatura, a população negra continua em situação de maior vulnerabilidade social, ocupando os piores postos de trabalho, com baixo acesso a universidade e sendo principal vítima da violência. 
O mapa da violência 2011 aponta que a cada 3 jovens mortos 2 são negros e que o assassinado de jovens brancos diminuiu em 23,3%, enquanto dos jovens negros aumentou em 13,2%.


Neste sentido, casos como o de Ivan Romano são emblemáticos para que possamos denunciar o Racismo e dialogar com a sociedade e, principalmente, com as autoridades públicas a necessidade de políticas efetivas de combate ao racismo. 


EXIGIMOS UMA PUNIÇÃO EXEMPLAR AOS AGRESSORES! 

Assinam:
Círculo Palmarino


Mais informações sobre a Manifestação: