10 de jun de 2009

Entrevista com Eduardo - Facção Central



Aqui está a entrevista do Eduardo do Facção Central transcrita (Thiago Bactéria FC e Patrick Vanguarda). Mas é só um "projeto" da entrevista, contém falhas e também estão incompletas algumas respostas, então é bom que todos escutem a entrevista no youtube:


Essa entrevista teve a participação da comunidade VANGUARDA da comunidade do FACÇÃO CENTRAL.E parabenizar os manos de Curitiba, principalmente o RapDaHora e o Bagda Rap que se empenharam pra fazer essa entrevista para os fãs do FC. Parabéns ao BAGDA e ao RAPDAHORA por essa pequena (mas interessante) entrevistas com um dos maiores rapper do cenário nacional, os créditos são exclusivamente de vocês.

Entrevista:

1)Eduardo, você citou recentemente que pretende fazer alguns trabalhos solos, seria o fim do Facção Central? E referente a esse trabalho, é possível que saia um CD solo do Eduardo?

Eduardo: Tenho vários projetos em mente, mas uma coisa é dependente da outra, da mesma forma que eu to pretendendo fazer trabalho musicais, to com trabalho literário praticamente pronto. Uma coisa não tem relação com a outra, isso não quer dizer nada. Apenas diversificar o trabalho dentro da mesma linha, entendeu? É mais novidade pros mano curtir, entendeu?

2)O Erick 12 fez um som juntamente com o Hórus e nesse som ele fala muita coisa que lida sua saída do Facção Central, o que você acha dessas indiretas mano? Tendo em vista que você citou em uma entrevista que ele saiu por excesso de trabalho.

Eduardo: Mano o que eu posso dizer que só lido com direta, indireta não falo nada á respeito, só falo a respeito de diretas, quem tem alguma coisa pra falar é só chegar e falar.

3)Eduardo, qual show marcou mais a vida do facção Central ao longo dessa caminhada?

Eduardo: Complicado, é vários shows, nordeste é muito receptivo, Curitiba, Minas Gerais, é complicado, cada show isso depende de numero de publico, expectadores, as vezes você faz um show que tem 200 pessoas, mas o calor humano foi muito maior que show que tem 6 mil, 7 mil, 10 mil, é complicado dizer.Cada show é uma surpresa, o de hoje mesmo foi muito louco, entendeu?O publico cantando do começo do show até a ultima musica na mó sintonia, entendeu?O publico vibrante, complicado.

4)Alguns rappers respeitados, como o Aliado G ingressaram no ramo da política e continuam passando as mensagens em seus rap’s. Eduardo, existe a possibilidade de você um dia ocupar um cargo político? Se não, qual sua visão sobre esses que estão no meio?

Eduardo: Não, a política faz parte da nossa vida.A gente respira política, se a gente não tiver o nosso próprio representante, jamais vamos mudar o quadro, jamais vai mudar o jogo, entendeu? Quem é que vai atender o interesse da favela? Um representante autêntico da favela, é um cara que nasceu, que pisou na periferia, que vive, que convive com os problemas que atinge a favela, periferia a todo dia, a todo momento, então nada mais indicado de que um rapper, entendeu ? Eu não ficasse numa possibilidade, eu tinha(...) Quando eu comecei no rap eu tinha um outro tipo de pensamento, hoje eu já entendo que o rap é a musica da revolução, precisa de algumas ferramentas e dominar a política é essencial e no futuro quem sabe sim, derrepente ta chegando num cargo político sim, por quê faz parte, se a gente não buscar o que é nosso por direito, não adianta esperar o playboy vai ter um curso de altruísmo e vá resolver revolucionar a vida do morador da periferia, por quê isso não vai acontecer.

5) Você tem algum receio de seus ouvintes não compreender suas mensagens? Já que nem todos tem acesso tão fácil a determinada interpretação?

Eduardo: Claro, claro. Pode ser por exemplo, a censura do Isto Aqui é uma Guerra, foi um alerta entendeu? O que eu aprendi com aquilo?Tenho quer ser mais explicito na hora de escrever, mais detalhista, entendeu?Tenho que deixar de maneira mais compreensiva, porque tem varias pessoas, vários cérebros, vários manos consumindo, então der repente, um entende, outro não entende, e a ultima coisa que você quer quando você escreve uma letra é que tenha dupla interpretação, é que abra margem para que o playboy distorça, para que o inimigo, invente uma história que acabe causando aquilo que ele esta algemando entendeu?Então tenho essa preocupação todo mundo interprete, claro eu não sou perfeito entendeu? Tento escrever da melhor maneira possível, tento ser mais claro possível, mas não sou perfeito, como todo mundo acontece um erro ou outro entendeu? Tipo assim o que eu quero dizer com isso é que derrepente um mano ou outro que não entendeu, não é só culpa desse mano, é culpa minha também que não consegui ser tão abrangente naquilo que quis passar pra ele entendeu?

6) Eduardo, em questão de trabalho novo, você pode adiantar alguma coisa pra galera?

Eduardo: O que eu adiantar é o livro que eu to escrevendo, entendeu? O livro é uma continuação, não diria uma continuação do rap, é meu pensamento de uma forma mais explicita, minha filosofia, minha ideologia, mas dentro do livro existe ela acontece mais abrangente, mais explicita, porquê o rap infelizmente o rap não esta dentro do entendimento, você tem que limitar informação dentro do compasso, dentro da musicalidade isso faz com o que você não consiga passar tudo que você quer de uma maneira que você quer entendeu? Da maneira que você deseja e abre procedente como você falou, uma mal interpretação. O livro não, o livro é frio uma pagina branca, escrito em preto, testo conhecimento, fala de musica entendeu? Normalmente ninguém fuma, ninguém cheira para ler um livro, entendeu? Então tudo mundo cola ali, entendeu? pra ler o bagulho na humildade e a intenção do livro é essa aí.


7) Alguns membros da comunidade do Facção Central e Vanguarda criaram um projeto chamado amigos da net, cujo o mesmo tem como função fazer com que todos que tenham vontade de ajudar, concretize esse ato fazendo doações e etc. O que você acha disso? E qual a mensagem que você dá pra esses abraça a causa?

Eduardo:Mano, é nós com nós mesmo.Nós mesmo temos que fazer a revolução, ta ligado? Fazer o altruísmo, ajudar ao nosso próximo, ajudar a periferia (...) Rap é isso, é presente, é atitude, mão na massa, é correria, entendeu?.E esses manos tão caminhando pelo lado certo, porque mano é militante o tempo todo, nós respiramos política violenta, escravidão, exclusão, nós somos exterminado o tempo todo, então o tempo todos nós temos que ta procurando formulas pra ta ajudando ao próximo.Eu só tenho a parabenizar e dizer pros mano que o projeto é bem vindo e que venham mais, e que cada vez mais se concretize, que é dessa maneira que a revolução começa, a favela enxergando a favela e entendendo que se nós agirmos nós por nós, o rap acaba ficando em vão, acaba sendo só apenas uma trilha sonora, e o rap é mais que isso, é uma revolução.


Atenção: Deixando claro que a parte transcrita não está totalmente igual ao que foi dito pelo Eduardo na entrevista, então é bom todos escutarem a entrevista no youtube.

Paz!